3 Mitos sobre a Enxaqueca!

Sim, existem vários MITOS em torno da enxaqueca.

E meu objetivo aqui, como, sempre é te explicar detalhadamente para que você não caia nessas armadilhas.

Bom, se vc está assistindo os meus vídeos no meu Canal do Youtube, ou pelo menos já leu meu primeiro post deste blog, você já sabe que a enxaqueca vem de um desequilíbrio neuroquímico no cérebro.

A partir deste conceito já vamos desmistificar a primeira confusão.

  • Gatilhos não são as verdadeiras causas de enxaqueca!

Você que está com enxaqueca deve ter uma lista de gatilhos, ou seja, de alimentos ou situações que provocam uma bela crise de enxaqueca em você.

Seu médico também na sua última consulta, disse para você evitar queijos amarelos, vinho, chocolate, café …e isso tudo tudo com a sua listinha, vira humanista enorme.

O que está errado aqui?

Primeiro, você já deve ter reparado que \, algumas coisas que HOJE são gatilhos para você, não eram a um tempo atrás.

Isso significa que a listinha vai aumentando cada vez mais ao longo do tempo.

Então, logo logo, a solução para você será viver numa bolha, porque em pouco tempo TUDO será um gatilho…

Então, fica fácil concluir que se a lista vai aumentando, é óbvio que os gatilhos são as causas da enxaqueca.

De novo: a causa é o desequilíbrio neuroquímico que é afetado pelo gatilho, ou seja, é disparado pelo gatilho.

Portanto, se você colocar seu corpo em equilíbrio novamente, os gatilhos deixam de ser gatilhos.

Eu sou prova viva disso. Me reestabeleci e hoje eu tomo vinho, por exemplo.

Eu não podia nem sentir cheiro de vinho antes.

Eu não podia andar de ônibus antes.

Eu não podia ir para a praia antes.

Eu não podia comer banana antes.

Tudo isso era gatilho para mim.

Depois que me tratei, nada disso mais me dispara dor.

ATENÇÃO AQUI: Esse raciocínio tão simples muda tudo no seu tratamento.

Porque vai fazer você enxergar as verdadeiras causas da enxaqueca, e não ficar só remediando.

Trate a causa, mude seus hábitos, restabeleça equilíbrio, que os gatilhos deixam de ser gatilhos!

  • Queijos não causam enxaqueca!

Antes de tudo, entenda o que é um bom queijo.

Um bom queijo é feito de leite, coalho e sal.

O leite talha e vira iogurte. Talhar significa fermentar. Fermentação acontece quando os lactobacilos “comem” a lactose (açúcar do leite) e transformam o leite em iogurte.

Esse processo muda a estrutura do leite de uma forma, que podemos dizer que leite é uma coisa, iogurte é outra completamente diferente.

O processo de fermentação transforma tanto o leite, que faz do queijo um alimento anti-inflamatório.

Leite pasteurizado ou ultra pasteurizado inflama. Traz dor.

Iogurte desinflama, ajuda a não ter dor.

Voltemos ao queijo.

Esse iogurte é colocado para “dessorar”, tirar o soro, ou seja, tira-se o soro do iogurte e o iogurte se transforma em queijo. Queijo é leite fermentado.

O que dá enxaqueca quando comemos queijo, não é o queijo, são os aditivos químicos presentes no queijo. Conservantes, Corantes, espessantes.

Fiz um vídeo onde explico de forma mais detalhada esse processo. Clique aqui que vale a pena assistir, se você é fã de queijo como eu.

Então depois desse vídeo, atente-se ao rótulo do queijo que você come.

No máximo deve conter: leite, coalho (ou fermento lácteo, ou pingo), sal.

Agora, se você tem certeza que o culpado pela sua enxaqueca foi o queijo, de que ele é um gatilho para você, ou seja, de que não comeu nenhum aditivo no dia, que não passou stress, que não comeu nenhuma gordura ruim, que dormiu bem, ok. Sem problemas. Tire o queijo da sua alimentação.

Meu objetivo aqui é informar que muuuuuitas vezes culpamos o queijo, mas esquecemos que junto com o queijo tem a massa da pizza, a fritura, a briga com o marido, uma noite de insônia…

 

  • Fígado e enxaqueca também é um mito

De novo, a causa da enxaqueca é um desequilíbrio neuroquímico dentro das profundezas do cérebro.

E o fígado nada tem a ver com isso.

Mas você pode jurar que quando acaba pecando na gordura, você tem enxaqueca. Não é mesmo?

Então, entenda:

A enxaqueca relacionada ao fígado provavelmente aconteceu pois você ingeriu ou uma fritura feita com gordura do mal (Sabe quais são as gorduras do mal e as gorduras do bem? Clique aqui para saber mais), ou um tempero artificial que contenha glutamato monossódico por exemplo, ou qualquer outro aditivo químico, ou um stress que você tenha passado no dia, ou uma noite mal dormida….ou tudo isso junto.

Mas porque temos os sintomas como náuseas, vômitos e etc. se não foi o fígado?

Segundo o médico, Dr. Alexandre Feldman, “o enjôo e vômito da crise de enxaqueca são consequência da ativação da zona quimiorreceptora do gatilho, no cérebro. E não de alguma reação do fígado propriamente dito. O fígado, portanto, é inocente.”.

 

Referências:

http://www.enxaqueca.com.br/blog/enxaqueca-causas-versus-desencadeantes/

http://www.enxaqueca.com.br/blog/queijo/

http://www.enxaqueca.com.br/blog/figado/

 

 

 

 

 

 

 

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Gorduras boas ajudam na enxaqueca!

 

Existe um mito de gordura faz mal. E sim, para quem tem enxaqueca e para quem não tem.

Para quem tem enxaqueca então: Que a gordura ataca o fígado!

é mito e já explico tim tim por tim tim.

Existem gorduras que inflamam e gorduras que desinflama.

Eistem gorduras do bem e gorduras do mal.

Gorduras do bem ajudam a prevenir, a desinflamar.

Gorduras do mal provocam enxaqueca, inflamam seu corpo.

Então vamos lá.

Durante muito tempo me confundi com as denominações de gorduras saturadas, insaturadas, poliinsaturadas e etc. Sendo que na verdade o que importa é como essa gordura foi produzida ou obtida e como ela se comporta após o processo que ela passa.

Para nunca mais você esquecer, abaixo usei uma explicação que li no livro sobre Enxaqueca – Só tem quem quer – do meu médico e amigo Dr. Alexandre Feldman que nunca mais me esqueci e sempre costumo citá-la para explicar sobre as gorduras.

Imagine uma azeitona. Agora imagine você apertar uma azeitona com a mão. Se você já fez isso, sabe que sua mão vai ficar cheia de óleo, ou no mínimo oleosa.

Isso explica, grosseiramente, o processo de prensar a frio que tanto se fala atualmente, principalmente nos azeites extravirgens. Simplesmente o ato de apertar, pressionar sem aquecer.

O resultado dessa prensagem a frio é um óleo vivo, igualmente cheio de nutrientes como estava no seu fruto. Não sofreu nenhuma alteração em sua composição.  Está em seu estado mais puro. Igual ao que estava na natureza.

Depois disso, o que sobra dessa azeitona, onde já saiu todo aquele primeiro óleo, coloca-se mais pressão e mais temperatura a fim de tirar o máximo de óleo que ainda restam naquele “bagaço”. Esse é um óleo virgem. Deixou de ser extra-virgem.

Agora, vamos um pouco mais além. Vamos imaginar o milho, a soja, canola, girassol, todos esses óleos que atualmente estão tão presentes nas cozinhas e nos produtos dos supermercados por aí. Você pode apertar, apertar e apertar, que óleo certamente não sairá.

Então, a pergunta que fica é:

Como se fabricam os óleos de milho, de soja, de canola?

A indústria alimentícia coloca esses grãos em grandes “panelas”, tonéis de pressão e temperatura, que obviamente submetem esses grãos a altas pressões e a altas temperaturas, a fim de “soltar” o óleo que está lá dentro.

Surgem os óleos, com cor escura e grande mal cheiro.

Para soltar ainda mais óleo, adicionam solventes químicos.

Só que são óleos que tiveram, por todo esse processo de temperatura e pressão, suas estruturas totalmente modificadas. São óleos totalmente oxidados.

Oxidação significa toxina, e toxina significa processo inflamatório, dor, doenças degenerativas, câncer e por aí vai.

E o que é pior é que além de oxidados, a indústria ainda desodoriza (tira o odor), refina (tira fibras), descolore (tira a cor), uma maravilha…tóxica!

Para todo mundo, pior ainda para quem tem enxaqueca.

Consumir esses óleos significa comer algo que vai te trazer dor e inflamação!

Descontraindo um pouco…quem se lembra da propaganda do óleo de soja Lisa nos anos 80 que mostrava a dona de casa fazendo uma fritura e família em volta comentando que não sentia mais “aquele” cheiro da fritura?

E sabe aquela planta, florida, amarela, estampada nos óleos de canola? Ela simplesmente não existe. Canola uma sigla para Canadian Oil Low Acid. Essa flor de uma planta chamada colza. A canola deriva dessa planta, que é geneticamente modificada resultando de um cruzamento de várias subespécies de plantas e é inadequado ao consumo humano.

Sabe onde ele é usado? Em velas, tintas, um horror!

Voltando agora…

Com o óleo de coco, o extravirgem é o mesmo processo da azeitona. Existe o extravirgem e o virgem.

Com a explicação acima, já dá para deduzir que devemos fugir de óleos virgens e de óleos vegetais refinados (soja, canola, girassol, milho, e etc.) e que devemos consumir óleos como o de coco e azeites, desde que extravirgens e de preferencia, orgânicos.

O óleo de coco ainda tem uma vantagem maior, pois é estável a altas temperaturas, ou seja, pode ir para a panela, forno que suas propriedades e nutrientes se mantém.

Já o azeite extravirgem deve ser consumido frio, cru, sem aquecer. Ele tem uma estrutura sensível que oxida com altas temperaturas.

As gorduras animais (manteiga orgânica, banha de porco) também são ótimas opções para a cozinha, pois também são resistentes as temperaturas.

Minhas dicas para o consumo de gordura são:

-Consuma manteiga orgânica, já que ela tem ácido butírico totalmente ligado a saúde intestinal, ajuda na transformação de células cancerígenas em células normais, é cheia de vitamina A que é um poderoso antioxidante.

Ela vai bem no omelete, com pães integrais, na pipoca, para cozinhar de maneira geral.

Faça ghee de manteiga orgânica, o resultado é um óleo de ouro nutricionalmente falando.

Tanto a manteiga quanto a ghee podem ir para o forno e para a panela.

-Consuma o óleo de coco de todas as maneiras. Já já explico esse “de todas as maneiras”. O óleo de coco tem o ácido láurico, que ajuda na fabricação da monolaurina, uma substancia que inativa, isso mesmo inativa alguns vírus como o da herpes, citomegalovírus, HIV, ou seja, aumenta nossa imunidade.

Eu uso o óleo de coco para bolos, pães, purês mais adocicados como beterraba.

Dá para usar também no corpo na hora do banho e nos cabelos quando precisam de uma boa hidratação. Por isso escrevi usar de “todas as maneiras”.

Também pode ir para o forno e panela.

-Consuma azeite extravirgem, já que ele tem propriedades antiinflamatórias que ajudam no processo de dor.

Vai bem para temperar nas saladas verdes, saladas de grãos, saladas de ovos caipiras orgânicos. Sempre cru. Compre os azeites embalados em vidros escuros, de preferência os não filtrados, que ajudam a retardar a oxidação do azeite.

Melhor consumir a frio, somente em saladas…

O mesmo vale para os óleos de girassol, linhaça e gergelim, mesmo sendo extra-virgens e prensados a frio, eu tenho grande desconfiança e não consumo, pois são muito sensíveis, oxidam facilmente.

-Não esquecendo de falar também da banha de porco, que é mais difícil de encontrar. Mas quando encontrar, não deixe de comprar, pois é ótima para cozinhar tudo. Na minha casa, fazemos nosso próprio bacon, e toda a gordura que sai ao assarmos a barriga do porco é guardada para usarmos na cozinha.

Você pode fazer também a sua própria banha de porco, basta comprar a barriga do porco, picar bem picadinha e botar na panela. Derrete e faz a banha que é uma beleza!

Mas e o fígado? Enxaqueca não tem a ver com o fígado?

Definitivamente não.

A enxaqueca tem como causa um desequilíbrio neuroquímico no cérebro e o fígado nada tem a ver com isso.

Consuma as gorduras corretas e comprove você mesmo!

Não tenha medo da gordura. Gorduras do bem só fazem bem. Saciam, nutrem e desinflamam!

 

Daniela Miguel é engenheira, coach de enxaqueca, culinarista especialista em alimentação natural, ex-portadora de enxaqueca :) , mãe da Valentina, sócia e fundadora da Deliyou, uma empresa de produtos naturais e integrais que faz comida de verdade chegar até a sua casa.